sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Estranhos hábitos

Meus hábitos são estranhos pra você.
Mas a escuridão também é uma companheira!
Ela me inspira a expressar, falar e talvez agir...

Ficar sozinho é uma terapia ocupacional
Sensacional e sazonal
Acredito num fim...

Não agora,
Mas em breve!

(Diego V. Natividade)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Papo de Filósofo

Papo de filósofo é o meu refúgio
Me escondo aqui, toda vez que preciso fugir

Ou mesmo quando quero me mostrar
Ou quando quero me expressar...

Quando quero desabafar
Logo abro o editor
E edito minha vida

Pena que não posso salvar...

(Diego V. Natividade)

Incompreensível

O imprevisto já aconteceu
Mas parece acontecer de novo
Toda vez que me lembro de você

Nesse universo sem fim
E que se expande
Você me espanta falando assim!

Penso logo no improvável
Mas talvez seja mesmo impossível...

Com o mundo nas mãos
Mas sem compreender...
Sem entender o motivo que me faz escrever...

(Diego V. Natividade)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Samba

A loucura das minhas idéias
É a explicação dos seus atos
Olho pra cima
E logo vejo o chão

Ser prudente agora
É esquecer-se de viver
Deixar como estar
Do jeito que tem que ser

Contemplo seus olhos ao som do samba
Sambando numa pedra de sabão
Numa canção inesperada
Ou nas grades dessa prisão

Botando a mão no fogo
Com a certeza de se queimar
Achando tudo lindo
Na esperança de continuar

Continuo eu assim
Sem saber o que falar...

(Diego V. Natividade)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lado A, Lado B

Dias das crianças...

O menino chora
Porque pediu um Play 3
Mas ganhou uma bola

Enquanto do outro lado
Eles brincam com pedras
E arrastam latinhas pelo chão

A menina faz gracinha
Pois ganhou uma bicicleta
E quer que o pai tire a rodinha

Enquanto do outro lado
Elas andam descalço
E fazem bonecas de sabugo

A criança faz birra
Porque já está com fome
E na lanchonete só tem esfirra

Enquanto isso...
Do outro lado
Comem sopa de papelão acebolado

(Diego V. Natividade)

domingo, 9 de outubro de 2011

Futuro do pretérito

A nostalgia dos meus pensamentos
Me lembra um futuro que aconteceria...

Mergulhado num infinito desespero
De saber a verdade
Antes mesmo de acontecer

Fugir não adiantaria
Mas poderia me esconder dentro de mim

Apagaria as luzes
E o sol apareceria
Até funcionaria se não fosse comigo

Provocaria um eclipse
Encobrindo toda luz

E fingiria não saber de nada
Ficaria na minha
E te deixaria em paz...

(Diego V. Natividade)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sujeira

Pensando em você
Esqueço que a vida é um problema
Funções trigonométricas
E limites que tendem ao infinito

Pensando em você
Esqueço que meus amigos
São um bando de animais
Canibais querendo me devorar

Pensando em você
Esqueço do dinheiro
O deus mais adorado deste mundo
Criado pela igreja do capitalismo

Pensando em você
Esqueço do planeta
Essa estufa gigante prestes a nos cozinhar
Em águas imundas e ares radioativos

Pensando em você
Esqueço a fome
Que nem dói na minha barriga
Mas que desespera muitos pais
Que vão presos por roubar um pote de margarina

Pensando em você
Esqueço até dos políticos
Privilegiados e protegidos
Que roubam muito mais e nem se comovem
Com a vida miserável daqueles que pagam seus salários

Pensando em você
Deito e durmo tranquilo
Sem me preocupar com pessoas
Que morrem de frio e fome
Ou na fila de hospitais esperando para serem atendidas

Pensando em você
Prefiro até parar de pensar
Pois você é muito jovem minha filha
E nem sabe dessas coisas
Que venho a te falar.

(Diego V. Natividade)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Terça-feira

É cada aventura
Que ele se aventura...
Ouvindo vozes que o dizem o que fazer

Liberdade...
Deixando se levar
Pra onde o vento o soprar

Tentando e experimentando
Ouvindo um samba
Ao som de Angra

Que bobagem...
O mundo é grande demais
Para o tamanho dos seus braços

James,
Abrace agora o travesseiro
Pois amanhã ainda em terça...

(Diego V. Natividade)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Estéril

Terra boa...
Solo fértil...
Mas a semente é estéril!
Seu orgulho não aceita ajuda
É perolas aos porcos

Pode mas não quer
Justifica o presente
Com a desculpa de um passado remoto
Sem objetivos para o futuro

Mas ele cresce
Vai ao inferno várias vezes
E continua dia a dia...
Esperando de boca aberta o seu fim...

(Diego V. Natividade)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lavras

Sol quente
Trânsito caótico
Pessoas atrasadas
Hora do almoço...

Comida esquentada
A TV não funciona
Ele aproveita pra ler seus e-mails...

Poeira pra todo lado
Esfriou de uma vez
James não entende mais nada
É melhor se agasalhar
E preparar o Whiskey pra mais tarde...

(Diego V. Natividade)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Diferentemente

Igualmente diferente
Diferentemente semelhante
Semelhantemente desigual

Ser o que você não foi
Espelhar no que não fez
E falar o que não disse

(Diego V. Natividade)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Agressividade

Tapas, socos e ponta pés
Pessoas agressivas
Contracenando personagens coadjuvantes
De uma história sem fim
Marcada pelo orgulho ferido
E pela dor...

(Diego V. Natividade)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Homem do Tempo

Rajadas de fogo
Tempestades de areia
Bombas de hidrogênio
Bombardeio nuclear...
Onde isso vai parar?

Túneis intercontinentais
Passeios espaciais
Pedras da lua
Águas em Marte
Anéis de Saturno

Viagem no tempo
Dobra no espaço
Computação quântica
Fibra óptica
Homem biônico
Mentes brilhantes

Televisão
Ciência como esporte
Tele cinética
Tele transporte

Máquinas que voam
Satélite artificial
Privacidade zero
Poluição visual

Homens que nascem
Crianças que morrem
Alimentos transgênicos
Fertilizantes, células tronco

Animais clonados
Embriões em estudo
Super bactéria
Isso é um absurdo!

(Diego V. Natividade)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Geração Nintendo Wii

Twiter, Face, Orkut
A criançada adora Yakult!
Essa geração não sabe o que é boneca
Carrinho só no GTA
Ô vontade de brincar...
De trole, pipa e pião
Mas X-Box hoje é sensação

James toma um Campari
Tudo começou com o Atari
E hoje, navegam na rede com Safari

Mas eu não entendo...
Foi-se os tempos do nintendo
Hoje Androids usam celular
Pinguins disputam com janelas
E a maça dá o que falar

iPad, iPhone iPod...
Como pode?
É tanta evolução
E as crianças só teclando...
Sempre com o rato em uma mão

Essa geração não é mais coca-cola
Wifi e notebook é o que interessa
Hoje não se ouve mais vitrola
MP3 num pendrive faz a festa

(Diego V. Natividade)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mãe

Tão pobre...
Mas rica em nobreza
Sempre segurando a onda
Mesmo naqueles dias...

Suas roupas não têm marca
São marcadas de suor
Resultado do esforço
Do trabalho sol a sol

Irradiante, tão linda...
Abre um sorriso
E mal consegue viver
Mas agradece por sobreviver

Nem tenta esquecer
O passado que tanto sofreu
Pois este sentimento não seria seu
Se não tivesse força pra vencer

Tu és forte mulher!

(Diego V. Natividade)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sem sentido

Sair correndo
Fugir de si mesmo
Escondendo em uma solução etílica
E no cheiro de ervas aromáticas

O mundo rodando
A cabeça girando
Círculos regulares
Hipercubos, espaçonaves...

Nada faz sentido agora
Tente entender!
Onde encontrar?
Mas nem sabe o que procurar

Não sabe por que começou
E nem quando vai acabar
Então é melhor nem tentar
Kant e sua autonomia não vai te ajudar agora...

Relaxe...

Por acaso,
Não seria obra do acaso?
Não!
Não neste caso...

(Diego V. Natividade)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Infinitivo

Querer, desejar
Conquistar!

Procurar e não mais encontrar
Buscar e não estar mais lá

Ganhar, mais ter que devolver
Pegar, mais não conseguir segurar

Ter, mas não ser mais seu

Perder...

(Diego V. Natividade)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Palavras entaladas

Se você não falasse
Eu falaria por você...
Palavras entaladas
Frases dolorosas
Pensamentos doentios

Pra não te machucar
Me calo!
Me afogo no fel das minhas lágrimas

Nossos problemas viraram doença
O que e sinto não significa nada
O que penso, não importa
E o que escrevo...
É bobagem pra vocês

Mas é assim que me expresso
Desabafo
E me acalmo...

(Diego V. Natividade)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A simetria da assimetria

Não se preocupe James
Tristeza e alegria são sinônimos
Só depende do contexto

Frio e quente
Pequeno e grande
Bem e mal...
Todos eles precisam coexistir
Para que você exista

Se não fossem os opostos
Se não fosse a assimetria
Sem dúvida
Você não existiria!

(Diego V. Natividade)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Amanhã é segunda

Pensativo
Não consegue dormir
Sabe que acorda cedo amanhã
Segunda-feira...

Escrevendo, James tenta encontrar o sono
Mas ele pensa...
Pensa que se dormir,
Pode amanhã não acordar

Ele teme a morte
Ele tem filhos
Ele teme não ter dinheiro pra pagar as contas
Mas toma Whisky pra esquecer a dor

Esquecer do que não teve
E lembrar o que não fez
Mudar o futuro que já aconteceu
Só não aconteceu ainda

James se confunde
Não sabe mais o que diz
Deve ser o sono
Ele vai dormir...

(Diego V. Natividade)

domingo, 10 de julho de 2011

FATOS

E em cada fato
Uma fatalidade
Fere o ego do fanático
Ficando ele fútil
Em sua ficção

Aonde encontrar o amor?
Adormecido como um adobe
E atordoado...
Andando de átrio em átrio
Alarve atrás de água

Tonto, tentando entender
Tropeçando em suas traves
E como num tapete,
Tampando algo torpe
Que talvez traga contradição!

Mas não está ocioso, só observando...
Como um obreiro impondo com ônus
Sua obsessiva e obsoleta obra
Com óleo, na cabeça de um pobre otário
Que fica ocupado, vendo e ouvindo aquela obscena sena opereta

Seu som, sua sabedoria...
São simpáticos símbolos sombrios
E santos, são só os sócios
Que subordinados, patrocinam suas sinagogas
E em sua mansão, o simpático senhor sorri...

(Diego V. Natividade)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Século XXI

Destruindo, desmatando, contaminando
Ingerindo os nossos próprios erros

Anabolizantes, hormônios estressantes
Juventude perturbada
Alimentação descontrolada

Frituras, gorduras, fast foods
Saúde precária
Obesidade mórbida

Desperdiçando
Despertando uma sociedade consumista

Produzir para jogar fora
Comprar para não usar
Ter para mostrar

Depredar, desmistificar
Acabar com o artista
Parar de sonhar

Internet, internauta
Internado no mundo virtual

Cigarro, remédio
O maníaco do médico
Crianças molestadas

Pequenos doentes
Pessoas sem cura

Culpa do cigarro
Culpa do remédio
E também da mídia

Culpa da sociedade
Que aceita o que é imposto
Com um quê de autoridade...

(Diego V. Natividade)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Verdade

Se eu pudesse te dizer a verdade
Te ensinaria o sentido da vida
A escuridão se tornaria um clarão
E não haveria mais dragões no abismo

Se eu pudesse te dizer a verdade
Te explicaria a relatividade e metafísica
Te mostraria o padrão dos números primos
E a matemática soaria como uma orquestra

Se eu pudesse te dizer a verdade
Te levaria ao mundo quântico
Quebraria a luz
E te levaria a outras dimensões

Se eu pudesse te dizer a verdade
Cantaria em seu ouvido a mais bela música
Tacaria minha harpa
Com modos gregos e acordes dissonantes

Se eu pudesse te dizer a verdade
Eu me expressaria, me explicaria...
E também te entenderia
Seria fácil se eu pudesse te dizer a verdade!

Mas você não me ouve
Porque você não existe
É fruto da minha imaginação
É uma teoria infundada
É sem explicação


(Diego V. Natividade)

Comentado o “Inocente”

Pela primeira vez, vou comentar um texto que escrevi e explicar o que senti ao escrevê-lo. O texto chama-se Inocente.

Eu estava na fila de um banco, quando vi que na fila preferencial, havia uma mulher com uma criança no colo, de aproximadamente 5 anos de idade. Com toda dificuldade, a mulher (provavelmente mãe da criança), segurava a criança que tinha necessidades especiais, provavelmente algo como paralisia cerebral. A mãe da criança aparentava humilde e feliz, e isso me fez pensar e questionar...

Porque é assim? Que culpa tem aquela mãe, ou a criança por ter esse problema? Por que motivos isso acontece? E porque eu tenho uma vida normal e uma filhinha maravilhosa e perfeita, e aquela mulher não?

Porque a vida faz estas coisas? A vida muitas vezes é injusta...

Se perguntasse pra um cristão, ele diria que não sabia, mas que Deus sabe todas as coisas; ou que Deus estaria provando-os. Se perguntasse pra um espírita ou alguém que acredita em reencarnação, poderia dizer que ambos foram pessoas más no passado e estariam pagando por algo que cometeram. Se perguntasse a um ateu, ele diria que isso é simplesmente uma mutação, uma má formação cerebral que ocorrera ainda na gravidez. Se perguntasse pra mim, eu diria: NÃO SEI! Já temos tantos porquês em nossa vida não é?

Vemos pessoas com necessidades especiais a todo o momento. É comum! Mas naquele momento, na fila do banco, eu tive uma vontade tão grande de chorar... Eu só pensava na minha filha e quis muito agradecer e escrever...

Agradecer não aos meus pais, não a Deus ou a Buda ou Maomé. Não tive vontade de ajoelhar e agradecer aos santos ou fazer uma penitência aos deuses...
Pois, julgo eu, isso seria uma injustiça! Pois bem... Porque EU seria mais privilegiado que aquela MÃE? Porque Deus (ou os deuses) beneficiaria a mim, e não ela??

Mas tive vontade de agradecer sim, à minha vida. A todo universo! E tive força naquele momento, pois estava meio desanimado por causa de algumas circunstâncias da vida.

E assim que cheguei a minha casa, escrevi sobre um inocente, que mesmo sem culpa, paga por algo que não fez e mesmo sem motivos, escancara um sorriso no rosto, dando-me forças pra viver e viver...


Pense nisso!
Nunca parem de pensar...


(Diego V. Natividade)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Inocente

Inocente!
Pagando sem ter culpa
Por algo que não é seu

Trabalhador, lutador, batalhador
É tanta dor...
Pagando por um crime que não cometeu

Solitário, mal remunerado, desestimulado...
Sem motivos pra alegria
Mas com um sorriso estampado no rosto

Isso é que dá gosto!
Vontade de viver...

(Diego V. Natividade)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Investidor Expansor

No século XVI, Martinho Lutero iniciou uma revolta contra a Igreja Católica, pois discordava de alguns princípios impostos pela mesma. Um dos principais era o pagamento de indulgências.
Indulgências eram taxas que “pecadores” (ricos) pagavam a Igreja Católica com o intuito de redimir seus pecados. Após o pagamento, o Papa enviava ao comprador uma carta (carta de indulgência) assinada, liberando-o de alguns de seus pecados. Ou seja, literalmente a compra da salvação.

Com a revolta de Lutero apareceram as primeiras Igrejas Evangélicas.
O intuito dessas igrejas era até bom (em vista dos princípios católicos medievais). Mas hoje a coisa mudou de figura, pois as igrejas evangélicas, que sempre condenaram tal prática, vendem em seus templos uma porção de bugigangas e bijuterias santas, entre elas: luvas da prosperidade, ervas do casamento feliz, buchas para banho de descarrego entre outros (estes eu não citei fonte, pois eu mesmo já ouvi!). Temos hoje também, formas mais modernas como os coitados dos patrocinadores do “Show da Fé” [1], os ofertantes do “trizimo” da casa própria [2] e um que me chamou a atenção assistindo um programa da Band sábado de manhã (18/06/2011), o Investidor Expansor, onde o trabalhador faz uma oferta (via cartão de crédito!) e se não me engano, ganha descontos exclusivos em produtos [3].

Bom. O que temos hoje é na verdade a venda de indulgências nas igrejas evangélicas, eles só não tem a cara de pau de dizer que vendem salvação, mas vendem prosperidade e amor (se bem que dizem que algumas igrejas que vendem terrenos no céu ;).


Por hora é isso. Nunca parem de pensar!


FONTE:

Antítese

Analgésico, antitérmico, antiácido
Anti-mofo, antibiótico, anticoncepcional
Antivírus, antioxidante, anticorpos, anti-tudo-que-é-mal!

Anticonstitucional, antialérgico, anti-séptico, antiquado
Anticristo, ante-quedas, antílope, anticonvulsivo
Antidepressivo...

Anti-coração-partido...

(Diego V. Natividade)

Mais um dia

Computadores, cervejas, whiskies
Quarto empoeirado
Zicas ao chão

Entre um cliente e outro
Conversas ao celular
Pressão a todo momento

Switches, cabos, roteadores
Chave Philips e o baú da moto
Amanhã vence o imposto
Terça-feira tem inglês

James não aguenta mais
Ele vai surtar!

(Diego V. Natividade)

Onde está você?

Se eu tivesse você aqui agora, nossos desejos se saciariam
A dor seria só um detalhe...

A cor vermelha daquela luz não me sai da cabeça
Procuro mas não consigo te encontrar
Mas quando te encontro, falas uma língua que tento aprender
Onde você está agora?

Na periferia daquela rodovia ainda estão meus pensamentos
No passar dos caminhões, no cheiro de combustível daquele posto
Nas cargas descarregadas naquele pátio...
Onde está você agora?

Sua fragrância não sai da minha mente
Aqueles cachecóis de lã e o sabor da sua pele não me deixam em paz

Não tenhas medo, pois não tenho o poder de te prender
Mas não quero te perder de novo
Sabes onde me encontrar
Estarei no mesmo lugar
No pátio, na noite fria e no rock n’ roll

(Diego V. Natividade)

sábado, 25 de junho de 2011

Lágrimas e Versos

A solidão é minha melhor companheira
No escuro ainda ouço o som de sua voz que ecoa em minha mente
Lagrimas e versos saem de mim

Lembranças vêm à tona
Amor e ódio
Dor...

O sentimento de culpa por não ter conseguido
A dor por não ter sido firme
Não ter dado o melhor de mim

E a decepção por ter aceitado tudo do seu jeito
E no final...
Não valer a pena

(Diego V. Natividade)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quinta-feira

Naquele balcão, James observa atentamente
Muitas histórias, prosas, causos
Pessoas se levantando
Gente indo embora
O velho bebendo Whisky
A morena tomando Ice

Caldos, porções, polentas e uma garrafa de Ballantines
- Cigarro não pode minha jovem!
E James só observa...

Depois de algum tempo
Preocupado
Vai embora
Amanhã tem que trabalhar...

(Diego V. Natividade)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

NP-completo

Confuso
Talvez a explicação esteja bem ali
Ou talvez nem tenha explicação...

Busco e não encontro
A solução foge de mim
Qual será a fórmula pra esta equação?

A matemática não consegue provar suas teorias
Movimentos caóticos e atos descontrolados
Qual será o algoritmo que resolve este problema?

Base octal, hexadecimal
Números primos, matriz multidimensional...
Se você me explicasse seria tão fácil...

Ou talvez não tenha mesmo solução!
Sem paradigmas
Um paradoxo...

(Diego V. Natividade )