terça-feira, 31 de maio de 2011

Prosa da Paixão

Porque no começo é tudo diferente...
O desejo de não parar sacia a obrigação de ir embora
Deixando-os completamente dependentes
Dependência que parece uma droga, altamente alucinógena e viciante

O não poder se entrega ao querer de forma que ambos se transformam numa aventura louca e extravagante
E isso vai ficando cada vez mais intenso

Mas seus muros são altos como montanhas
Seria preciso derrubá-los pra conseguir um pouco mais

O desejo os faz aumentar a dose
E agora só um pouco não é mais suficiente
Eles querem mais...
O consumo é tão continuo que não há tempo pra ressaca moral

Mas seus muros são fortes como concreto, e há espinhos no caminho
Mas eles lutam
E vencem
E o tempo passa...

O tempo passa e a vontade acaba
Eles desistem e nem olham pra traz para ver o que fizeram
O que ficou de pé agora é derrubado
E o que era uma muralha não passa de um monte de entulho

Eles se arrependem
Não serviu de nada!

E eles, sozinhos, recomeçam...

(Diego V. Natividade)

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