quarta-feira, 1 de junho de 2011

Um Deus pra adorar

Há relatos de que desde a pré-história o homem fazia cerimônias e culto a seus deuses. Seja ao sol, a Lua, a mulher (como símbolo da fertilidade por dar a luz e conservar a espécie), ou quaisquer outros elementos da natureza. Os seres humanos nasceram com o “dom” de obedecerem e serem conduzidos por líderes (a capacidade de liderança são para poucos!), seja em seus trabalhos por seus encarregados, na sociedade por seus governantes ou nas igrejas por seus lideres espirituais (mas isso é importante, porque senão viveríamos numa anarquia).

O medo do desconhecido os faz acreditar que acima deles, há deuses que os conduzem ao caminho certo. Vendo que na vida encontram-se muitos desafios, melhor que tenha alguém acima para protegê-los das adversidades!

Não julgo ruim esta prática, pois com isso, estabeleceram-se hierarquias, ordens e definição do que é “certo ou errado”. Mas neste “certo ou errado”, grupos torceram o nariz e se dividiram, pois o que era certo pra uns, era considerado errado para outros e vice-versa.

Começa aí um dos grandes problemas atuais, que ocasiona muitas vezes confrontos e até mesmo guerras: As Religiões!

Não sou contra as religiões, pois estas são um mal necessário. Acho que as religiões de hoje, são ainda muito primitivas, elas têm muito que evoluir. Enquanto seus lideres pregarem que só a sua religião é a certa ou somente a sua leva ao paraíso (nem vou discutir sobre céu e inferno, pois vou deixar para outro post ;-), continuaremos convivendo com guerras entre nações, conflitos banais e o mais importante: uma visão limitada do universo. Digo isso por experiência, pois muitas vezes, as religiões impedem que seus fiéis questionem e busque informações fora “dali”. O desconhecido? Este pertence a Deus (ou aos deuses)!

Mas com medo de ser punido por seus deuses, o homem se limita ao que lhes é ensinado e não questiona.

Acho que no dia em que as religiões evoluírem e entrarem em harmonia, aí sim poderemos dizer como Cazuza: “Ideologia, eu quero uma pra viver”! [1]

Por hora é só. Até a próxima e nunca parem de pensar!

[1] Trecho da música Ideologia de Cazuza e Frejat.

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