quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sem sentido

Sair correndo
Fugir de si mesmo
Escondendo em uma solução etílica
E no cheiro de ervas aromáticas

O mundo rodando
A cabeça girando
Círculos regulares
Hipercubos, espaçonaves...

Nada faz sentido agora
Tente entender!
Onde encontrar?
Mas nem sabe o que procurar

Não sabe por que começou
E nem quando vai acabar
Então é melhor nem tentar
Kant e sua autonomia não vai te ajudar agora...

Relaxe...

Por acaso,
Não seria obra do acaso?
Não!
Não neste caso...

(Diego V. Natividade)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Infinitivo

Querer, desejar
Conquistar!

Procurar e não mais encontrar
Buscar e não estar mais lá

Ganhar, mais ter que devolver
Pegar, mais não conseguir segurar

Ter, mas não ser mais seu

Perder...

(Diego V. Natividade)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Palavras entaladas

Se você não falasse
Eu falaria por você...
Palavras entaladas
Frases dolorosas
Pensamentos doentios

Pra não te machucar
Me calo!
Me afogo no fel das minhas lágrimas

Nossos problemas viraram doença
O que e sinto não significa nada
O que penso, não importa
E o que escrevo...
É bobagem pra vocês

Mas é assim que me expresso
Desabafo
E me acalmo...

(Diego V. Natividade)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A simetria da assimetria

Não se preocupe James
Tristeza e alegria são sinônimos
Só depende do contexto

Frio e quente
Pequeno e grande
Bem e mal...
Todos eles precisam coexistir
Para que você exista

Se não fossem os opostos
Se não fosse a assimetria
Sem dúvida
Você não existiria!

(Diego V. Natividade)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Amanhã é segunda

Pensativo
Não consegue dormir
Sabe que acorda cedo amanhã
Segunda-feira...

Escrevendo, James tenta encontrar o sono
Mas ele pensa...
Pensa que se dormir,
Pode amanhã não acordar

Ele teme a morte
Ele tem filhos
Ele teme não ter dinheiro pra pagar as contas
Mas toma Whisky pra esquecer a dor

Esquecer do que não teve
E lembrar o que não fez
Mudar o futuro que já aconteceu
Só não aconteceu ainda

James se confunde
Não sabe mais o que diz
Deve ser o sono
Ele vai dormir...

(Diego V. Natividade)

domingo, 10 de julho de 2011

FATOS

E em cada fato
Uma fatalidade
Fere o ego do fanático
Ficando ele fútil
Em sua ficção

Aonde encontrar o amor?
Adormecido como um adobe
E atordoado...
Andando de átrio em átrio
Alarve atrás de água

Tonto, tentando entender
Tropeçando em suas traves
E como num tapete,
Tampando algo torpe
Que talvez traga contradição!

Mas não está ocioso, só observando...
Como um obreiro impondo com ônus
Sua obsessiva e obsoleta obra
Com óleo, na cabeça de um pobre otário
Que fica ocupado, vendo e ouvindo aquela obscena sena opereta

Seu som, sua sabedoria...
São simpáticos símbolos sombrios
E santos, são só os sócios
Que subordinados, patrocinam suas sinagogas
E em sua mansão, o simpático senhor sorri...

(Diego V. Natividade)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Século XXI

Destruindo, desmatando, contaminando
Ingerindo os nossos próprios erros

Anabolizantes, hormônios estressantes
Juventude perturbada
Alimentação descontrolada

Frituras, gorduras, fast foods
Saúde precária
Obesidade mórbida

Desperdiçando
Despertando uma sociedade consumista

Produzir para jogar fora
Comprar para não usar
Ter para mostrar

Depredar, desmistificar
Acabar com o artista
Parar de sonhar

Internet, internauta
Internado no mundo virtual

Cigarro, remédio
O maníaco do médico
Crianças molestadas

Pequenos doentes
Pessoas sem cura

Culpa do cigarro
Culpa do remédio
E também da mídia

Culpa da sociedade
Que aceita o que é imposto
Com um quê de autoridade...

(Diego V. Natividade)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Verdade

Se eu pudesse te dizer a verdade
Te ensinaria o sentido da vida
A escuridão se tornaria um clarão
E não haveria mais dragões no abismo

Se eu pudesse te dizer a verdade
Te explicaria a relatividade e metafísica
Te mostraria o padrão dos números primos
E a matemática soaria como uma orquestra

Se eu pudesse te dizer a verdade
Te levaria ao mundo quântico
Quebraria a luz
E te levaria a outras dimensões

Se eu pudesse te dizer a verdade
Cantaria em seu ouvido a mais bela música
Tacaria minha harpa
Com modos gregos e acordes dissonantes

Se eu pudesse te dizer a verdade
Eu me expressaria, me explicaria...
E também te entenderia
Seria fácil se eu pudesse te dizer a verdade!

Mas você não me ouve
Porque você não existe
É fruto da minha imaginação
É uma teoria infundada
É sem explicação


(Diego V. Natividade)

Comentado o “Inocente”

Pela primeira vez, vou comentar um texto que escrevi e explicar o que senti ao escrevê-lo. O texto chama-se Inocente.

Eu estava na fila de um banco, quando vi que na fila preferencial, havia uma mulher com uma criança no colo, de aproximadamente 5 anos de idade. Com toda dificuldade, a mulher (provavelmente mãe da criança), segurava a criança que tinha necessidades especiais, provavelmente algo como paralisia cerebral. A mãe da criança aparentava humilde e feliz, e isso me fez pensar e questionar...

Porque é assim? Que culpa tem aquela mãe, ou a criança por ter esse problema? Por que motivos isso acontece? E porque eu tenho uma vida normal e uma filhinha maravilhosa e perfeita, e aquela mulher não?

Porque a vida faz estas coisas? A vida muitas vezes é injusta...

Se perguntasse pra um cristão, ele diria que não sabia, mas que Deus sabe todas as coisas; ou que Deus estaria provando-os. Se perguntasse pra um espírita ou alguém que acredita em reencarnação, poderia dizer que ambos foram pessoas más no passado e estariam pagando por algo que cometeram. Se perguntasse a um ateu, ele diria que isso é simplesmente uma mutação, uma má formação cerebral que ocorrera ainda na gravidez. Se perguntasse pra mim, eu diria: NÃO SEI! Já temos tantos porquês em nossa vida não é?

Vemos pessoas com necessidades especiais a todo o momento. É comum! Mas naquele momento, na fila do banco, eu tive uma vontade tão grande de chorar... Eu só pensava na minha filha e quis muito agradecer e escrever...

Agradecer não aos meus pais, não a Deus ou a Buda ou Maomé. Não tive vontade de ajoelhar e agradecer aos santos ou fazer uma penitência aos deuses...
Pois, julgo eu, isso seria uma injustiça! Pois bem... Porque EU seria mais privilegiado que aquela MÃE? Porque Deus (ou os deuses) beneficiaria a mim, e não ela??

Mas tive vontade de agradecer sim, à minha vida. A todo universo! E tive força naquele momento, pois estava meio desanimado por causa de algumas circunstâncias da vida.

E assim que cheguei a minha casa, escrevi sobre um inocente, que mesmo sem culpa, paga por algo que não fez e mesmo sem motivos, escancara um sorriso no rosto, dando-me forças pra viver e viver...


Pense nisso!
Nunca parem de pensar...


(Diego V. Natividade)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Inocente

Inocente!
Pagando sem ter culpa
Por algo que não é seu

Trabalhador, lutador, batalhador
É tanta dor...
Pagando por um crime que não cometeu

Solitário, mal remunerado, desestimulado...
Sem motivos pra alegria
Mas com um sorriso estampado no rosto

Isso é que dá gosto!
Vontade de viver...

(Diego V. Natividade)