segunda-feira, 4 de julho de 2011

Comentado o “Inocente”

Pela primeira vez, vou comentar um texto que escrevi e explicar o que senti ao escrevê-lo. O texto chama-se Inocente.

Eu estava na fila de um banco, quando vi que na fila preferencial, havia uma mulher com uma criança no colo, de aproximadamente 5 anos de idade. Com toda dificuldade, a mulher (provavelmente mãe da criança), segurava a criança que tinha necessidades especiais, provavelmente algo como paralisia cerebral. A mãe da criança aparentava humilde e feliz, e isso me fez pensar e questionar...

Porque é assim? Que culpa tem aquela mãe, ou a criança por ter esse problema? Por que motivos isso acontece? E porque eu tenho uma vida normal e uma filhinha maravilhosa e perfeita, e aquela mulher não?

Porque a vida faz estas coisas? A vida muitas vezes é injusta...

Se perguntasse pra um cristão, ele diria que não sabia, mas que Deus sabe todas as coisas; ou que Deus estaria provando-os. Se perguntasse pra um espírita ou alguém que acredita em reencarnação, poderia dizer que ambos foram pessoas más no passado e estariam pagando por algo que cometeram. Se perguntasse a um ateu, ele diria que isso é simplesmente uma mutação, uma má formação cerebral que ocorrera ainda na gravidez. Se perguntasse pra mim, eu diria: NÃO SEI! Já temos tantos porquês em nossa vida não é?

Vemos pessoas com necessidades especiais a todo o momento. É comum! Mas naquele momento, na fila do banco, eu tive uma vontade tão grande de chorar... Eu só pensava na minha filha e quis muito agradecer e escrever...

Agradecer não aos meus pais, não a Deus ou a Buda ou Maomé. Não tive vontade de ajoelhar e agradecer aos santos ou fazer uma penitência aos deuses...
Pois, julgo eu, isso seria uma injustiça! Pois bem... Porque EU seria mais privilegiado que aquela MÃE? Porque Deus (ou os deuses) beneficiaria a mim, e não ela??

Mas tive vontade de agradecer sim, à minha vida. A todo universo! E tive força naquele momento, pois estava meio desanimado por causa de algumas circunstâncias da vida.

E assim que cheguei a minha casa, escrevi sobre um inocente, que mesmo sem culpa, paga por algo que não fez e mesmo sem motivos, escancara um sorriso no rosto, dando-me forças pra viver e viver...


Pense nisso!
Nunca parem de pensar...


(Diego V. Natividade)

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