quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Negócio

Entre escolas de samba e denominações religiosas
Partidos políticos e times de futebol
Todos pertencem ao mesmo negócio

Subordinados pelo mesmo cafetão

Ensaiando antes a vitória, a benção ou a cura
Para não decepcionar os seus patrocinadores
Que sendo ricos ou pobres, investem seu dinheiro nestas ações
Que não passam de papéis podres
Prestes a virar pó 

(Diego V. Natividade)

domingo, 11 de novembro de 2012

James Nostalgia


Hoje ele tirou o dia para pensar
Talvez para lembrar
E até mesmo relembrar
 
Lembrar de algo que nunca aconteceu
Ou relembrar algo que ainda esta por vir
Mas que certamente acontecerá
 
Um dia quem sabe ...

O dia em que não houver mais dor
E o sofrimento será apenas
Um plugin da felicidade

(Diego V. Natividade)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Um saco de cimento


Eles nos humilham durante 4 anos
Mas de 4 em 4 anos eles vem se humilhar

Vendendo seu produto
Podre, estragado
Sem garantia e já com defeito de fábrica

A legítima propaganda enganosa
Que pagamos com nosso direito
Vendido a preço de banana

Diego V. Natividade

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Deprê

Deprimente, depressivo
Desprezável, displicente

Dando duro
De uma forma desonesta

Desorientado...

(Diego V. Natividade)

domingo, 9 de setembro de 2012

Papo esquecido

Por muito tempo o Papo ficou esquecido
Mas o Filosofo sempre esteve aqui
Esperando uma brecha
Mas a fresta esteve sempre lá
Só ele não via

É tudo tão simples
Pra que complicar as coisas...

Mas ele está de volta
Tentado de novo
Inventando o obsoleto
Inovando obscuro...

Mas ele está mesmo de volta?

(Diego V. Natividade)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Hades

Pobre, podre, puto, nu...
Seus ossos doem, sua alma geme
Ouvindo Jimi Hendrix e Janis Joplin
Curtindo uma melancolia que o leva ao inferno

Seu cheiro é de enxofre
Sua pele é ninho de vermes
Muitas feras o persegue
Mas ele não encontra o caminho de volta... E corre!

Subindo e descendo as escadas do abismo
Procurando a saída daquele labirinto
Um homem o surpreende:
- Você não conseguirá sair daqui!

Ele não desiste
Não dorme
Continua correndo
Quer sua vida de volta

Mas já é tarde,
Não há mais nada o que fazer

Ele já está morto...

(Diego V. Natividade)

Boteco

Cerveja quente
Mente vazia
Corpo cansado
Boteco fechado

Nem raiou o dia
Ele já espera plantado
E ajuda a senhor a abrir o bar intransitado

Ele pede um conhaque
Ele pede um cigarro
E pede o isqueiro
E perde a cabeça

Não vai almoçar
Diz que perdeu o apetite
Vai ficar direto

Perdido sem poder voltar atrás
Pede a saidera
E depois de mais cinco
Ainda pede o paiero

Já puxando a paia
Com um copo na mão ele caminha pra casa
Sem hoje, não poder fazer mais nada

Cerveja quente
Mente vazia...

(Diego V. Natividade)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sinestesia

Formando frases
Falando pelos cotovelos
Fazendo e acontecendo
Fingindo que o mundo é seu

Com olhar sinestésico
E uma voz tão doce e macia
Vê acordes dissonantes
E ouve tudo colorido
 
Mas vai além...
 
Metodicamente incorreta em suas políticas
E com ideias ainda desordenadas,

Apenas fala...

(Diego V. Natividade)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Virtualidade Real

Sinos, cones, semáforos...
Aqui não tem nada disso
Correm sem direção
Em uma terra sem lei

Rodam seus roteiros
E contaminam seus amigos
Ninguém escapa!

Com seus navios supersônicos
Navegam como loucos
Nesse mar de conhecimento
Onde toda informação é eterna

Viajando nesse hiperplano
Seguindo esse hipertexto
Através dessa hipermídia

Transcendendo dimensões
Transmudando direções
Vou a qualquer lugar!

Essa transculturalidade me assusta...

(Diego V. Natividade)